sexta-feira, 19 de maio de 2023

Manutenção: mudança do fluído dos travões

A mudança do fluído dos travões é um procedimento que não tinha feito anteriormente, mas que é relativamente simples, sendo apenas necessário ter alguns cuidados para que não entre ar no sistema. Os materiais necessários para esta operação são os seguintes: 

- Fluído DOT4 0,5L (usei da marca Lubexco)

- Mangueira transparente (daquelas usadas nos aquários)

- Um recipiente para receber o óleo usado (usei um frasco de vidro)

-  Uma chave Philips (para o reservatório de fluído)

- Uma chave inglesa de 10 (para abrir/fechar a válvula de sangramento)

- Panos/plásticos (para proteger a pintura)

DOT4 e ferramentas necessárias

O primeiro passo é envolver o repositório do fluído com um pano e a área da mota próxima ao reservatório com um plástico. O DOT4 é corrosivo e pode danificar a pintura da mota. O pano destina-se a prevenir o escorrimento de gotas pela superfície do depósito e o plástico previne o derrame de fluído sobre a pintura. Mais vale prevenir do que remediar.

O depósito de fluído envolvido por pano e por plástico.

O passo seguinte utilizará  a mangueira transparente. Esta não precisa de ser muito comprida. De facto, utilizei uma mangueira demasiado comprida, o que levou a que o óleo levasse mais tempo a escorrer para o reservatório. Da próxima vez já utilizarei uma mangueira com as dimensões adequadas. 



A mangueira encaixada na válvula de sangramento.

Num frasco de vidro (daqueles que servem para armazenar leguminosas), abri um pequeno buraco na tampa com o diâmetro da mangueira. A mangueira é depois introduzida no frasco até ao fundo do mesmo. Nessa altura deve fixar-se a mangueira à tampa com um pouco de fita autocolante, para evitar que esta se desloque e que a mesma saia do frasco. A outra ponta da mangueira deverá ser ligada à válvula de sangramento, devendo ser assegurado que a mesma está firmemente encaixada na válvula. 


Findo estes passos preparatórios, podemos iniciar o processo. Para isso, abre-se a tampa do depósito de fluído e retira-se a junta de borracha, ficando o fluído usado completamente exposto. 


A junta de borracha do depósito.

O deposito aberto.

Depois, abre-se a válvula de sangramento recorrendo a chave inglesa. O fluído deverá começar a circular na mangueira de imediato. De forma a acelerar o processo, a manete de travão poderá ser acionada algumas vezes, com o cuidado de garantir que o depósito nunca fica sem qualquer fluído. Caso entre ar no sistema, este terá de ser totalmente sangrado. Assim que o fluído ficar perto do orifício existente no fundo do depósito, deverá ser adicionado fluído novo, continuando-se o processo de sangramento. 



O processo de sangramento deve terminar quando se notar fluido novo no frasco, pois a cor do fluído usado deverá ser mais escura. No meu caso em particular, o fluído usado não tinha uma cor muito escura, pelo que não era muito fácil detetar a entrada de fluído novo no frasco. Optei então por usar meio frasco de DOT4 na bomba de travão correspondente a um dos discos e a outra metade do frasco na outra bomba de travão, garantindo assim que teria fluído completamente novo no sistema. No final, deve garantir-se que as válvulas ficam bem fechadas e que o fluído no depósito fica acima da marca mínima. 


Et voilá: fluído dos travões mudado.

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Marca dos 50.000 kms ultrapassada, numa mota que tenho desde os 0 kms. Sem problemas de maior. Apenas gasolina e revisões periódicas.  Pode ...